TROVADOR DAS ALTEROSAS
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REEDIÇÃO

 

Imagem feita no corel por Valdemiro Mendonça Trovador das Alterosas nas horas vagas rsrs 

 

 

     Neste solstício de inverno que culmina com meu final, tento enxergar o caminho percorrido procurando minha juventude que ficou perdida em algum lugar do passado, mas não restam mais muitas lembranças de todas as peripécias vividas.

 

     Quantos amores fugazes no tempo que era um atleta completo e atraia as fêmeas como mel saciando moscas, quantas vezes eu me apaixonei e pensei que não conseguiria viver sem aquela menina loura, ou aquela outra morena ou ainda aquela escurinha que me fazia subir às paredes com suas carícias atrevidas e que se dizia mandada pelos orixás para me fazer feliz e monopolizar-me com seu feitiço que nunca mais me deixaria gostar de outra mulher.

 

     Quantas vezes eu fiquei de calundu ou curtindo fossa por perder aquela namorada que preferiu o filho do prefeito e afoguei minhas mágoas com uma carraspana de bebidas que me curava como remédio sem que isto me derrubasse como acontece hoje como desculpa para a falta de luta e transformando paixões mal sucedidas em doença séria com o nome pomposo de depressão.

 

     Não consigo me lembrar de quantas mulheres passaram por minha vida... Quando chego à cento e vinte e sete me perco na contagem, pois tem aquelas que apenas tirei um sarro ou dei um amasso, ou aquelas que apenas beijei ou me beijaram sem tempo hábil para completar a conquista e ficava apenas na promessa de que um dia iria acontecer.

 

     Pergunto-me se foi assim com todos os homens do meu tempo e se foi, como eles suportam esta fase onde as lindas garotas passam por estes homens com cicatrizes das batalhas travadas e apenas olham como um traste velho que está ocupando o lugar dos jovens?

 

     Sem um norte para o meu amanhã sigo pelas vias tortuosas da incerteza na esperança que o fim não seja tão tenebroso como o solstício deste inverno. Sou energia especial movendo este monte de água e este pouco de carbono.

 

     Eu era pó, voltarei ao pó e espero que esta energia encontre o caminho e me traga de volta à vida e às emoções. Sem mágoas.

 

 

Deixados como interação na págiana da poetisa

 

Flor do  Mar

 

Para o texto "Homenagem às mães"

 

 

VERSOS CAIPIRA

 

 

Ler esta bela homenagem

 

Escrita com fios de filigrana

 

E sabendo que é mensagem

 

De uma cabeça aquariana,

 

Me carrega nesta viagem

 

Como inspiração da semana.

 

 

 

 

 

Escrever sobre mães em poesia

 

É para guardar num relicário

 

É um poema que eu queria,

 

Ter escrito no meu pobre diário,

 

Eu tinha de saber criar poesia,

 

Pois também sou de aquario.

 

 

 

Mas sinto que minha pouca lira

 

Ainda continua bastante crua,

 

Dizer que sou poeta é mentira

 

Mesmo estando namorando a lua

 

Sempre serei apenas um caipira,

 

Admirando à homenagem sua.

 

 

 

Oi moça do mar, resolvi entrar na brincadeira e deixar um interação, espero que a aceite, seu poema, não apenas me encanta, mas também me ensina, fois assim que aprendi um pouco copiando nossos poetas do Recanto.

Trovador das Alterosas
Enviado por Trovador das Alterosas em 05/04/2026
Alterado em 05/04/2026
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