TROVADOR DAS ALTEROSAS
PROSA E VERSO
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links
Textos
  Coisas da minha juventude,
           


     Trabalhava numa empresa de terraplenagem. “A primeira com registro e se chamava: EMEC S/A” Era encarregado de um posto de manutenção ligado à mecânica de maquinários pesados

     O grande escritório ficava num local nos meados de um morro alto, num local aplainado para isto. Junto ficava o setor de transporte.

     Um motorista que ficava de plantão e sempre estava a postos, tinha o hábito de todos os dias exatamente às dezessete horas subir o morro se esconder entre um bambuzal para fazer lá às suas necessidades, nunca vi um intestino tão regulado na vida.

     Depois que terminava e se vestia, voltava para um local onde seria invariavelmente visto por todas às famílias do acampamento e cantava alguns versos de duplo sentido, isto durou seis anos ou pelo menos o que vi, já que nesta época saí da empresa para correr mais mundo.

     Acho que ninguém daquele tempo e que esteja vivo esqueceu o fato e nem os versos cantado pelo tal senhor extrovertido e estimado por todos e que tinha uma voz afinada e se fazia ouvir à distância até de um quilômetro dado á Posição que ele se achava parecendo que comemorava uma vitória pela proeza de ter defecado e adubado o bambuzal.

“O JACARÉ”

Jacaré cantou no seco,
Toco cru pegando fogo ai ai.


     Claro que ele nunca falava “toco cru pegando fogo” e sim (tou com cu pegando fogo) Coisas que a gente não esquece... E vivam às lembranças... Nem que sejam simples e bobas como esta.
Trovador das Alterosas
Enviado por Trovador das Alterosas em 23/06/2022
Alterado em 23/06/2022
Copyright © 2022. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários